You think you know, but you have NO IDEA!
You think you know, but you have NO IDEA!
Fucking son of a bitch!
Aaaaaaaai, que raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Alguém mata ele pra mim, por favor.
Mais uma vez, vazio.
Qual é a lei da física que rege esse imenso vazio que surge após grandes felicidades? Sim, porque se não for uma lei física, deve ser, ao menos, uma lei biológica, orgânica mesmo. Talvez, quem sabe, o organismo, depois de experimentar tanta ação de adrenalina e serotonina, tenha esses príncipios em baixa e precisa estocá-los, acarretando, como num efeito sanfona, o desaparecimento quase total de qualquer resquício de felicidade.
O mais irônico é que, em compensação, as lembranças do dia feliz espocam como flashes a todo instante na sua memória. E, mesmo que exista uma vontade, como um príncipio de prazer freudiano, extremamente feroz de reviver aqueles momentos, o que você realmente faz, em triste paradoxo, é ficar e afundar na cama. Só.
Cientistas Gays
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Andy
Tratado de morte e vida de Andy Adrian Bastle
Já há alguns meses que ele não saia da cama. Só fazia ler, seu passatempo favorito. Talvez além de passatempo, além de hobbie. Além até mesmo de “bom hábito”, como seus relativos costumavam elogiar. A leitura dói, é sabido somente por aqueles que se dedicam a ela. O prazer que a leitura confere nunca é imediato e nunca deve ser atrelado a uma perspectiva de ponto de partida. O prazer na leitura é uma vitória, um ponto de chegada. A leitura para ele não era deleite. Era obrigação, era aquisição de conhecimento, era seu domínio sobre o mundo. Precisava disso. Precisava desesperadamente de erudição, era fulcral que ele conhecesse todas as artimanhas de conquista e manipulação dos principados descritas por Maquiavel. E numa leitura complementar e totalmente intertextual, também A Arte da Guerra de Sun Tzu considerada por ele uma paráfrase oriental. Tinha essa necessidade premente de criticar o mundo. De cuspir de volta todas aquelas críticas das quais ele era vítima. Mas não bastava apenas criticar tudo aquilo. Precisava de embasamento, afinal a crítica precisava ter eloqüência, queria criticar com segurança, com desenvoltura. E o mundo o moldou, transformando-o nesse ser humano dotado de uma placidez desumana. Ele tinha esse rigor, essa disciplina rígida para com ele mesmo. Obras importantes lidas e fichadas de madrugada, filmes clássicos e experimentais que ele se obrigava a assistir, no som apenas o melhor de Claude Debussy e derivados.
Mas à medida que ele galgava seus sonhos, que subia eminentemente os degraus da glória, mais perdido ele se encontrava. Sim, pretendia o Academicismo, renegava teorias, ia de encontro ao tradicionalismo e burocracias demagogas. Tinha consciência política, tinha embasamento, tinha humor fino, tinha bagagem cultural, tinha desenvolvimento intelectual. André possuia tudo o que aos 16 anos obrigou-se a ter. E por fora ele era o que tudo aquilo que um grande revolucionário pensante deveria ser, mas por dentro… Ele estava gritando.
Quanto mais ele realizava seus planos, mais perdido ele se encontrava. E foi propriamente a presença daquele outro mundo, cheio de armadilhas psicológicas, olhares furtivos, trocadilhos bem elaborados e pseudônimos criativos que o fez perder-se ainda mais. André flertava com aquele poço profundo que o convidava a um mergulho. E, prudente como o era, sabia que uma vez que ele se jogasse naquele imensidão turva e nebulosa, jamais voltaria. Não da mesma forma. E para contrariar todos os seus pensamentos, vencido pela sedução armada para ele, sucumbiu à luxúria. E conheceu, de forma insana e elevada, todos os sabores da paixão, do sexo, do beijo roubado, da saliva quente sorvida, dos fluídos jorrados, das mordidas no corpo, tudo o que a fase oral freudiana o permitia se perder com prazer.
Um turbilhão de emoções. E nem 20 anos completos ele tinha ainda.
E então, sem perceber, ele foi o responsável por criar um vazio à sua volta.
unsent – carta silenciosa

Não foi justo me deixar assim.
Não depois de ter me feito conhecer o significado de palavras grandiosas como lealdade, cumplicidade e, especialmente, amizade.
As verdadeiras amizades não acontecem toda hora, não brotam do solo que costumamos pisar, esse solo seco por um sol de egocentrismo urbano competitivo e esterelizante. O nosso amor nasceu vindo de pólos bem diferentes, você era tudo o que uma garota nascida numa família de artistas, acadêmicos e jornalistas deveria ser: uma rebelde. E eu era o típico pacato menino de interior, com uma certa aversão a multidões, a escândalos, a qualquer coisa que me fizesse ser o centro das atenções. E quando Freud criou o conceito de denegação, ele poderia ter me usado como exemplo, porque bastou que eu, um garoto que de tanta vergonha até aprendera a andar curvado – de modo a não chamar tanta atenção -, entrasse em contato com sua via láctea inteira de pensamentos liberais, naturalistas, reivindicativos e heterodoxos para me libertar. É estranho porque nas grandes histórias de amor, costuma ser o contrário. Eu desabrochei, como selvagem flor campestre, havia deixado de ser capim, perdi aquela subserviência ao padrão, ao sistemático. Me livrei de minha inocência pisada. Me tornei senhor do meu destino, você me ensinou, você me ofereceu, como uma mãe que oferece seu leite materno, a seiva de uma vida verdadeira, sem máscaras, sem dores excruciantes no peito, sem respiração asfixiada, sem neurores e vozes na minha mente.
Mas você me deixou, eu fiquei só. Você me julgou crescido, afinal eu tinha sobrevivido a tudo. Incrivelmente, eu sobrevivi a tudo: sobrevivi à farsa daquele primeiro amor virtual leucêmico, sobrevivi à ilusão do que seria o verdadeiro amor após isso, sobrevivi aos cortes, ao sangue vertido, às dores insuportáveis, sobrevivi a tua distância, a tua viagem à Europa sem mim, sobrevivi ao ver outro estar contigo num lugar que era meu por direito e mérito. Você estava certa, eu estava criado, já não era mais seduzido por ilusões e promessas de um sonho dourado. O que você não sabia é que não havia mais em mim nenhum resquício daquele garoto que sonhava acordado. Todas essas experiências me deixaram seco.
E nada me magoou tanto quanto você dizer que se sente magoada ao me ver com alguém que te julgou e fez tanto mal. Isso porque você está, mais uma vez, certa. Eu estou “todo amiguinho” dele. A vida sem você é intransitável, eu precisei me virar com o que o mundo me ofertava. Ninguém é ruim por completo, acho que foi você que me disse isso. “Agora prometa que não vai comparar ele com o Léo”. O contexto era esse. “Dê uma chance às pesosoas, querido”.
Eu dei, Lu. E você não sabe o quão amargo foi me ver nessa situação.
Divinos Segredos
Divinos Segredos
Quando ela ainda era uma adolescente, foi pega por seu pai andando de mãos dadas com seu namorado e ele simplesmente fingiu não vê-la. Ela ficou chocada com a reação dele na rua e este foi o fim daquele encontro de namorados secretos. Seu pai nunca aprovou o namoro, mas nada justifica o que ele fez. Ao chegar em casa, certamente trêmula porque ele era conhecido por ser bastante rude, ela não teve muito tempo para imaginar o que iria acontecer. Ele apareceu na frente dela e falou coisas horríveis num tom de voz que a faz tremer só de pensar até hoje. Ela não quis me confessar muita coisa, mas eu lembro que ela disse que ele arrancou a inocência dela naquele momento. Ele disse que “caras como aquele” só queriam usá-la, que a trataria como lixo e que ela seria descartada como tal. Que seu namorado só queria transar com ela, que era apenas por isso a insistência nesse namoro proibido. E por mais que ela amasse e desejasse com toda força que todo aquele vômito cáustico brutalmente expelido fosse um amontoado de mentiras, ela não poderia duvidar do próprio pai. De modo que a forma com a qual ela passava a ouvir os berros dele de que ela seria apontada na cidade, que seria conhecida com a abandonada, a deflorada e coisas que só se diziam naquela época, foi naquele instante, aos poucos, mudando. A imagem pincelada em tinta escarlate de seu amor “calhorda” foi, lentamente, sendo projetada em sua mente. E eu lembro dos olhos dela enquanto me contava isso no meu aniversário de 18 anos com toda a dor que um rosto humano pode exprimir. Ela disse que se sentiu suja. Seu namorado nunca havia tentado nada com ela, mas ainda assim ela já se sentia usada. Desconhecia as intimidades do amor, e pelos gritos misturados a saliva de seu pai, ela já era uma deflorada. Mas o pior de tudo foi a desconstrução de seu príncipe encantado, não, aquilo fora maior que uma descontrução, foi uma destruição, não, ainda pior: uma metamorfose, uma transformação maligna e terrível. Então todas aquelas declarações de amor, os bilhetes juntos ao sonho de valsa, seu chocolate preferido, e até mesmo aquele pequeno e barato anel com uma tímida pedrinha em cima, não… Não podia ser, não podia, simplesmente não podia. Tudo era uma farsa? Uma mentira? Uma desculpa para o que? Transar com ela e depois contar para os amigos, rir-se da sua ingenuidade e imaturidade? Não, aquilo era demais para ela. Ela precisava correr, fugir daquilo. E todos na casa fizeram vista grossa quando ela se trancou no banheiro. Naturalmente, agora transbordaria ainda mais o choro, “melhor deixá-la sozinha”, concordaram as irmãs. Entrou calmamente sentindo-se a menina mais suja do mundo. Precisava desesperadamente limpar-se. Num ato mecânico, entrou embaixo do chuveiro deixando escoar todo o limbo então impregnado em seu corpo, e ainda, mesmo sem saber, naquele chuveiro, desceu também pelo ralo, seus sonhos.
Mas no banheiro da casa ela nem conseguia enxergar direito seu reflexo no espelho, talvez fosse melhor assim, ela estava visivelmente destruída, e tudo que via através de seus olhos enevoados de lágrimas era um borrão difuso da ex garota mais feliz do mundo. Não sofrera influências de nenhum filme, muito menos havia lido Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe, ignorava completamente o mal do século, mas suas mãos, num instinto de parar a dor, abriram a pequena farmácia do banheiro e pegou, nervosamente quase deixando cair, todos os frascos de comprimidos. O gosto era terrível, mas a água que vinha à sua boca através das mãos unidas em concha faria tudo ser mais fácil. Ela repetiu o ato debilmente até que todos os frascos estivessem completamente vazios. Ela não lembra como aconteceu depois, depois para ela foi um novo pesadelo. Um pesadelo com direito a sombras e apagões. Com vultos negros de bichos e toda sorte de monstros e anelídeos que uma mente agredida por remédios em superdosagem pudesse conjurar.
A história não teve um final tão infeliz quanto seu desenvolver. Minha mãe, apesar de abalada e privada das capacidades de confiar e sonhar, casou-se com meu pai que provou ser o extremo oposto do papel de aproveitador canalha que lhe impuseram. O que ninguém poderia imaginar era que eu, no auge da minha adolescência, após uma desilusão amorosa, mesmo sem saber os percalços enfrentados por minha mãe, como numa tradição hereditária, repetiria seu ato. A diferença é que não tomei comprimidos. Eu entornei um remédio líquido: berotec. Melhor amigo dos asmáticos. Melhor usado acompanhado de um calmante, pois poucas gotas a mais da dosagem especificada aceleraria seu coração. Eu torcia por isso, só assim pararia toda aquela dor. Após entornar exatos dois frascos de berotec, subi e desci as escadas do meu prédio três vezes. Eu estava convencido que meu coração não era apenas um órgão funcional, ele sentia demais, ele era o centro de toda minha danação. Quando entrei no apartamento, meu peito estava estourando.
Joguei-me ao chão e aguardei ansiosamente que meu coração explodisse, lavando-me de sangue. Só assim eu teria meu corpo aquecido, não pela ardente paixão que sentia, mas pela fria separação.
Das conversas pós-night
O cenário: ruas antigas de uma cidade.
Os personagens: grupinho de amigos entre 19 e 23 anos.
O ato: conversas regadas a muito álcool.
Dia seguinte, conversa no msn:
| 21:08) Hugo 2.2: | amigo |
|---|---|
| (21:08) Hugo 2.2: | vc lembra q ontem |
| (21:08) Hugo 2.2: | vc disse |
| (21:08) Hugo 2.2: | q eu fumava de um jeito nervoso |
| (21:08) Hugo 2.2: | e beijava idem |
| (21:08) Hugo 2.2: | e bruno disse: “o q, quando foi isso?’ |
| (21:08) Hugo 2.2: | tu lembra disso? |
| (21:09) – ele !: | não |
| (21:09) – ele !: | HOISHAOISHAOSIAHSOIAHSOIAHOISHAOIHE |
| (21:09) Hugo 2.2: | ai, gente |
| (21:09) Hugo 2.2: | sério? |
| (21:09) – ele !: | ai tomara que nem ele lembre |
Da Amargura
DA AMARGURA Há alguns meses eu resolvi comprar e ler por completo o livro que inspirou Sofia Coppola a dirigir seu segundo longa-metragem, Virgens Suicidas, escrito por Jeffrey Eugenides. E de toda a linearidade instigante e bem construída do livro, uma das partes que mais me chamou a atenção foi a sucinta descrição que um dos personagens dá à morte da mais nova das Lisbons, a Cecília: “Cecília cortou seus pulsos e verteu seu sangue na banheira porque sabia que era assim que os antigos romanos faziam quando a vida se tornava insustentável”. E escrever isso agora me fez lembrar do Doutor ao qual Cecília é levada logo quando tenta o suicídio (através de cortes verticais nos pulsos) pela primeira vez – sim, ela o faz duas vezes, na segunda, obtem sucesso. O doutor é o próprio Dany de Vito e a única fala dele é: - Vamos lá, garota… Você ainda nem tem idade para saber quão amargas as coisas podem ficar. E então Cecília solta a pérola que me fez ficar apaixonado pela personagem:- Obviamente doutor, o senhor nunca foi uma garota de treze anos. Parece mesmo existir uma coisa mágica aos treze anos, não? Dizer que é o ápice da adolescência seria estupidez. Pois, de um ponto de vista até mesmo diacrônico, é fácil perceber que se a adolescência – não confundir com puberdade – pudesse ser divida em espaços de anos, aos 13 seria, provavelmente, seu início, nunca o ápice. Refletindo acerca do mencionado, teria mesmo Cecília vivido o suficiente para entender que a vida torna-se-ia intrasitável para ela? “É um tempo difícil para os corações sonhadores”. Meio desconexa, essa frase me surgiu agora, acho que é do filme em que a Audrey Tautou se consagrou como Amélie Poulain. Concordo. O mundo nunca esteve tão cáustico e amargo. Digo isso não apenas por mim, mas por todo o resto. Por todos os que me cercam. “Tudo à minha volta… É triste”. Saindo um pouco dessa esfera adolescência-puberdade “All I can see is the dark side of everything”, eu estava vendo um interessante filme chamado “Clube dos Corações Partidos” e fui invadido por essa vontade premente de escrever a respeito dos personagens. Longe de uma análise crítica do filme, pensei em construir uma espécie de invólucro de virtualidades psicanalíticas dos personagens, traçando seus perfis com alguns conceitos da Psicanálise de Freud e Lacan. Então eu percebi que isso me traria muito mais trabalho do que eu suportaria ter agora em pleno sétimo e penúltimo período de Letras e resolvi só publicar esse pequeno fluxo de consciência. “Clube dos corações partidos” é um filme com diálogos muito bem construídos, daqueles que você anota as falas dos personagens para dizer em conversas eruditas que impressionam depois. (José Wylcker falou uma coisa bem parecida com esta a respeito de um filme que concorria ao Oscar. Viva a paráfrase!). O filme conta com um acervo de perfis psicológicos das personagens interessantíssimo. É possível tanto se identificar com eles (alterego?) quanto identificar seus amigos nele (projeção?). Além de contar também com uma pitoresca pitada de cultura, claro: há uma cena que o Benji comenta a respeito de um documentário sobre uma tribo de macacos na Somália que passam anos vivendo juntos e depois, subitamente, se atacam e se matam. E ele faz um paralelo direto entre essa tribo de macacos e a tribo homo sapiens de seus amigos. E então, num jogo de cenas com tomadas cortadas “bruscamente”, todos os outros personagens estão cortando o cabelo (com a mesma cabelereira, porém em tempos diferentes) e dizem a mesma coisa sobre o bando dos macacos e seu próprio grupo. A questão da confiança entre amigos (apresentar o cara com que você está saindo correndo o risco de que um amigo seu dê em cima dele com a desculpa de dizer que estava testando depois) é muitíssimo bem abordada, de forma direta, clara, simples e sem maquiagem. Ao final, a cena adquire algo de engraçado e dramático, típico do humor fino e sarcástico desenvolvido como arma contra a árdua realidade e impossibilidade de realizações de sonhos de hoje em dia (friso bem meu). Não posso esquecer de também mencionar a riqueza lexical que o filme confere, as expressões idiomáticas como newbie (quase new bee, hein?), T.O.G (Traço de Obviedade Gay) e guy. Reunindo todas essas características do filme, estou o vendo como quase um tratado acerca da sociedade homossexual pós-moderna. Uau. Exagero? Confiram! Eu mencionei os diálogos? Sintam:[SISTER] – Patrick, quando você se assumiu, você disse que era porque não queria passar a sua vida inteira na miséria… Acontece que eu só tenho visto você na miséria desde então. E como numa metalinguagem, o filme critica filmes que tratam superficialmente das personas homossexuais:[HOWIE] – Não há um simples filme na regra do cinema que pinte um retrato de um homem gay que qualquer um de nós possa aspirar a ser. Quais são as nossas opções? Nobre, sofredor vítima da AIDS, os amigos do nobre sofredor vítima da AIDS, viciados compulsivos em sexo, prostitutos comuns de rua e a mais recente adição ao lote de elegantes confidentes para os desafetos das mulheres. Só uma vez eu gostaria de ver um personagem gay que não fosse doente, que não ficasse deitado por uns três meses e que estivesse por trás dos pagamentos de seus estudos.Botou quente. E finalmente:[DENNIS] – Nós passamos por uma fase terrível, finalmente nos assumimos, temos os nossos corações pisados como num jogo de Twister e então nos tornamos ainda mais amargos do que éramos antes. Bem, isso finalmente remete ao título e, felizmente, resume o meu post.
Death of Cinderella
Doce garota suja de borralho
Apedrejada e tão humilhada
Sempre a esperar um príncipe a te procurar
Comodista e vítima
Onde deixastes propositalmente teu sapatinho de cristal?
Próximo ao palácio do príncipe?
No meio da estrada de barro por onde ele cavalga nas manhãs frias de inverno?
Chateada por sua demora?
Chantegeie a fada madrinha novamente para que esta outra vez te dê um belo vestido e uma exuberante carruagem.
Mas lembre-se que terás até a meia-noite para enfeitiçar e ludibriar
Quando os sinos tocarem voltarás a ser suja e reles
A quem todos tem nojo
E não te iludas! Ele não virá te buscar!
Agora que todos sabem da tua fraude estás condenada a viver em teu inferno com tuas carcereiras tão desesperadas quanto você.
Morre, cinderella, morre.
É a tua única alternativa.
O mundo para ti é intransitável.
E nenhuma de tuas artimanhas irão adiantar.
Morre, cinderella, morre.
Welcome, stranger.
Inícios são difíceis, finais geralmente são tristes…
Mas é o meio que conta a história.


