Acordei meio tarde hoje e fui ler o jornal. Logo fico interessado: estampando a capa do Diário de Pernambuco estava lá uma notícia sobre a votação do Projeto de Lei que CRIMINALIZA A HOMOFOBIA. Achei digno para logo mais achar perigoso. A matéria toda visava dar voz aos evangélicos em oposição. Acho que quando esse tipo de matéria é lançada, expõe-se o mau clichê da mídia como quarto poder que visa antagonizar, confundir, escandalizar e vender. Aquela má utilização dos recursos informativos para polemizar e vender. Isso não é nenhuma novidade, mas agora atingiu um calo, entendem? Não consigo entender a relação que os evangélicos estão criando sobre a liberdade de expressão e a criminalização da homofobia. De boa. Não entendo também como as opiniões deles estampam uma capa de jornal. Gente, eles não conseguem nem interpretar direito a bíblia e se vestem daquela maneira deles porque acreditam que salvar-se-ão aqueles que estiverem usando boas roupagens. Alô? É roupagem espiritual, não indumentária. Sem falar nos outros mil equívocos. De qualquer forma, não estou aqui para criticar a escolaridade ou capacidade de intelecção dos evangélicos, não quero atirar pedras. Mas acordar e ler um certo pastor dizendo que o projeto de lei é “claramente inconstitucional” porque fere a constituição no princípio de liberdade de expressão é DEMAIS para mim. E o princípio da dignidade humana? E o art. 5 que garante a igualdade entre os indivíduos. Acaso parece certo subir num coletivo e gritar que a homossexualidade é coisa do demônio e que aqueles que praticam a “sodomia” irão arder no fogo do inferno? Eu gostava da ideia do crescimento das assembléias porque estava ajudando a acalmar uma massa desprovida de tudo, mas agora essa massa está, com todo o seu fanatismo, começando a crescer e a incomodar causas de Direitos Humanos.
Opinião Digital, PLC 122/2006 e Evangélicos
maio 10, 2010
