Dos fins de relacionamentos (quaisquer que sejam)

Junho 25, 2009 at 4:50 am (Sem-categoria)

blog

Não tenho a pretensão de escrever aqui um tratado psicológico sobre fins de relacionamentos, sejam eles amizades ou romances, primeiramente porque não me sinto com embasamento acadêmico para tal e depois porque eu realmente careço dessa pretensão mesmo. Também não vou começar a discorrer sobre o que o título do post prenuncia fazendo uso das minhas habituais desilusões amorosas ou reflexões quase filosóficas sobre a vida e o comportamento humano tomando por base o filósofo tal, o comunicólogo x, a antropóloga africana y ou o psicanalista famoso Dr. F. Meio metalinguístico começar um post falando sobre a maneira pela qual não irei fazê-lo, tudo é válido pelo sentido negativo, não? Eu sou homem porque não sou mulher, essa cor é azul porque não é verde e tudo mais.

Voltando ao tema… Eu queria escrever um pouco sobre a capacidade que as pessoas têm de voltar no tempo. É incrível o poder que nós possuímos de, ao encontrar um desafeto (seja ele amigo ou amorzinho-bb-cuticuti) voltar aos 10 anos. Alanis já escreveu coisa parecida em suas canções, mas realmente não vale o mérito. Então, eu deveria tentar fazer a linha Max Weber (ações racionais visando fins) e interpretar tudo para meu proveito, ver que aquela encenação de jogo da quinta série é uma reflexo indecente de tão explícito do dano e incômodo que eu causo àqueles seres desprovidos de capacidade intelectual. E, para racionalizar o esquema, vem as opiniões daqueles amigos que você dá crédito, né? No meu caso, do publicitário cinéfilo Tato (Eles têm raiva porque você os despreza, po. Não é fácil para alguém lidar com a rejeição, você os escanteou, amigo. É natural que eles sejam assim agora) e da jornalista expert em Literatura e Estudos Culturais, Bel, com “Eles sempre tiveram atitudes assim, não? Eles acham ok agir como menininhos de 10 anos de idade e sempre vai ser assim, sinceramente, não se importe com isso, amigo… Você é tão maior“.

Nossos pais estavam certos quando diziam que não nos queriam andando com fulana ou sicrana. Má influência. E eu lembro de ter relutado tanto contra essa ideia. Eu, no alto dos meus 15 anos de idade, me achava com personalidade e caráter suficiente para seguir apenas tudo o que me convir. Independente de Natália ser maconheira, Georgenes ser homossexual passivo assumido ou de Gustavo ser um suicida melodramático. Acontece que Natália era de uma poesia ímpar, Georgenes era um guia espiritual para mim e Gustavo entendia mais de sistemas operacionais de computador do que qualquer outro ser humano que conheci. E muito mais, eles eram muito mais quei isso, infinitamente maiores. E eu, mesmo sem consciência disso, tentava ser um filtro, um canalisador, um catalisador algumas vezes. Tarefa árdua, preciso confessar. Acho que o que não ficou de toda a revolta adolescente foi o sentimento de que realmente nossos pais estavam certos. Amigos influenciam você, para o bem e para o mal.

1 Comentário

  1. Bruno disse,

    eu concordo com as coisas q vc falou ai em cima, amigos influenciam sim, maaaaas ateh certo ponto, ate onde vc se deixa influenciar. eh ai q entra sua personalidade pra vc dicernir o certo do errado, pra ver qdo vc esta sendo influenciado (mesmo q indiretamente) ou agindo por conta propria. no final se vc conseguir uma auto analise vc consegue crescr muito observando as decisoes q tomou e as atitudes q tomou ou deixou de tomar

    amei o texto! :*

    ah sim minha opiniao pra “eles” …
    PQP pros dois ehuuhehuehueu
    nos somos DIVAS :*

Comente