Complete o clichê: Ex bom é ex…
a) morto;
b) in revival, in bed, no limits, no shame, just sex;
c) bem longe e falido;
d) ow, não tenho nada contra meu ex;
e) não tenho ex.
Mas, obviamente, como num simulado, todas as alternativas merecem comentários.
a) morto
Além de ser um cliché (shame on you), é recalcado demais. Revela um lado seu que talvez não seja muito legal de se mostrar, demonstra que você ainda se importa. Ou pior, que o odeia. E, bem, como já dizia a Bree Van de Kamp: “o oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. E se você odeia, significa que ainda se importa, então ainda há uma chance de modificar você“. Logo, nad de ressentimentos tão expressivos assim.
c) bem longe e falido
Mais uma vez o caminho do erro: importar-se. Querer ver o ex longe, significa falta de autoconfiança. Claro que, no início do fim do relacionamento (início do fim ficou quase uma alusão aquele novo filme brasileiro, hein?), é bem mais prático manter uma segura distância, a válvula do transtorno emocional está sempre superexposta e pronta pra ser acionada. Mas manter isso como resposta após algumas semanas será incorrer no mesmo erro apresentado na alternatia a. Quanto à falência, questão bem dicotômica. A rivalidade (intelectua, profissional ou de degraus acadêmicos) pode ser boa para que você alce voos ainda mais altos, mas também pode ser um atraso-peso-nos-ombros desnecessário.
d) ow, não tenho nada contra meu ex
Essa é um típica casca de banana da covest… A alternativa da letra d poderia estar correta salva à incidência quase zero de seres humanos que pensem assim. Caso você realmente pense o contrário, pode solicitar recursos. O espaço de comentários tá aí pra isso.
e) não tenho ex.
A alternativa mais triste de todas. Ou não. Tudo é realmente sempre tão dual, não é mesmo? Cabe ao canditado escolher sua versão da história. Já tentaram isso? Fazer a linha da Poliana de Eleano Porter e ver tudo pelo jogo do contente? Há (é claro) quem julgue ser comodismo. Porém é realmente um pensamento que ajuda bastante, e se essa equação for atrelada à sentença de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”, temos como produto uma condição de felicidade morfossintática.
ALTERNATIVA CORRETA: B.
Comentários: A letra B se configura como melhor alternativa à resposta da questão supracitada porque é a mais Miranda.
Escapismos Ociosos
Quem nunca se permitiu uma boa dose deles, não sabe o que está perdendo!

Dos fins de relacionamentos (quaisquer que sejam)

Não tenho a pretensão de escrever aqui um tratado psicológico sobre fins de relacionamentos, sejam eles amizades ou romances, primeiramente porque não me sinto com embasamento acadêmico para tal e depois porque eu realmente careço dessa pretensão mesmo. Também não vou começar a discorrer sobre o que o título do post prenuncia fazendo uso das minhas habituais desilusões amorosas ou reflexões quase filosóficas sobre a vida e o comportamento humano tomando por base o filósofo tal, o comunicólogo x, a antropóloga africana y ou o psicanalista famoso Dr. F. Meio metalinguístico começar um post falando sobre a maneira pela qual não irei fazê-lo, tudo é válido pelo sentido negativo, não? Eu sou homem porque não sou mulher, essa cor é azul porque não é verde e tudo mais.
Voltando ao tema… Eu queria escrever um pouco sobre a capacidade que as pessoas têm de voltar no tempo. É incrível o poder que nós possuímos de, ao encontrar um desafeto (seja ele amigo ou amorzinho-bb-cuticuti) voltar aos 10 anos. Alanis já escreveu coisa parecida em suas canções, mas realmente não vale o mérito. Então, eu deveria tentar fazer a linha Max Weber (ações racionais visando fins) e interpretar tudo para meu proveito, ver que aquela encenação de jogo da quinta série é uma reflexo indecente de tão explícito do dano e incômodo que eu causo àqueles seres desprovidos de capacidade intelectual. E, para racionalizar o esquema, vem as opiniões daqueles amigos que você dá crédito, né? No meu caso, do publicitário cinéfilo Tato (Eles têm raiva porque você os despreza, po. Não é fácil para alguém lidar com a rejeição, você os escanteou, amigo. É natural que eles sejam assim agora) e da jornalista expert em Literatura e Estudos Culturais, Bel, com “Eles sempre tiveram atitudes assim, não? Eles acham ok agir como menininhos de 10 anos de idade e sempre vai ser assim, sinceramente, não se importe com isso, amigo… Você é tão maior“.
Nossos pais estavam certos quando diziam que não nos queriam andando com fulana ou sicrana. Má influência. E eu lembro de ter relutado tanto contra essa ideia. Eu, no alto dos meus 15 anos de idade, me achava com personalidade e caráter suficiente para seguir apenas tudo o que me convir. Independente de Natália ser maconheira, Georgenes ser homossexual passivo assumido ou de Gustavo ser um suicida melodramático. Acontece que Natália era de uma poesia ímpar, Georgenes era um guia espiritual para mim e Gustavo entendia mais de sistemas operacionais de computador do que qualquer outro ser humano que conheci. E muito mais, eles eram muito mais quei isso, infinitamente maiores. E eu, mesmo sem consciência disso, tentava ser um filtro, um canalisador, um catalisador algumas vezes. Tarefa árdua, preciso confessar. Acho que o que não ficou de toda a revolta adolescente foi o sentimento de que realmente nossos pais estavam certos. Amigos influenciam você, para o bem e para o mal.
TRUE BLOOD – Second Season
Eu ainda não me sinto capaz de argumentar por quê eu gosto tanto assim de True Blood. Mérito da Anna Paquin? Sejamos francos, a garota ganhou um oscar quando ainda era uma criança pela atuação em O Piano.
Ou será que é pelo Bill? Eric?
Pelo universo maravilhoso?

Post Mediato
Resolvi que hoje eu vou postar. Não há, propriamente, nenhum motivo especial. Nenhum acontecimento fatídico em minha vida amorosa, acadêmica ou profissional. Mas resolvi postar. Resolvi parar em frente a essa tela de edição de textos do wordpress (que é tão bonitinha, ouwn) e escrever coisas como num automatismo psíquico. Isso não é muito interessante, sempre que faço isso (geralmente no bloco de notas do windows) eu me exponho, falo de bagunças sentimentais, é um horror. Uma vez ou outra é que sai um diálogo que seria muito interessante de ser exposto em algum seriado de TV ou num livro. Guardo-os. Mesmo os bobinhos. Se ler é reler, é preciso creditar alguma importância a uma leitura futura, talvez o bobo de agora torne-se o revelador de amanhã, não?
apnéia – quando a gente tá com alguém…
Depois de haver descoberto que ele cometeu incesto com um irmão filho do pai dele com outra mulher e ter ouvido TUDO que se possa imaginar dos meus amigos, a saber: “ai, que excitante! faz a trois, amigo” até “meu deus, isso é INCESTO, morte na fogueira”, eu resolvi atender a uma das milhares de ligações para meu celular e marquei um encontro com ele. O surpreendente é que não tivemos nenhum tipo de D.R., nenhuma mesmo. Só umas tocadas no assunto de forma sutil e, claro, sarcásticas de minha parte.
E eu acho que o motivo de estar escrevendo tudo isso aqui é porque eu simplesmente acho que estou incapacitado de seguir e gostar de alguém que tenha qualquer interesse por mim. Love games? Mind games? It will not work anymore. So fucking tired of it. Bla bla bla. Esse é o meu post.
ALANIS MORISSETTE CHORA EM SHOW NO RECIFE!
A cantora canadense Alanis Morissette se emocionou ao cantar Not as we, música do novo álbum Flavours of Entanglement.
E Hugo Rafael, responsável pela imagem, chorou junto. =/
Ano novo, vida nova.
“Fechar-se entre muros de alguma forma faz parte da elementar sabedoria instintiva, da gestação intelectual”. (NIETZSCHE, 1888, p. 41).
Sem virtuosismos baratos e sem pretensão insana, concordo com Nietzsche.
E nesse 2009, eu estou decidido a me afastar completamente das vozes vis de aspirantes a vilãs de novela mexicana. Promessa de vida, promessa de futuro. E MUITO trabalho pela frente. E lá vamos nós.
Romance Starcrossed IV – De quando ainda havia esperança
Fura o dedo, faz um pacto comigo
Amanheceu e despertei como de um sonho.
Sim, um sonho bom. Absurdamente – e como num pleonasmo – onírico, dionisíaco e bom. Daqueles sonhos palpáveis que certamente inspirariam David Lynch.
Abri os olhos para depois fechá-los com força. Ardia. Quando os abri novamente, senti-os enevoados, molhados. Contemplei o teto do quarto. Pisquei os olhos mecanicamente, tentando trazer de volta à memória os acontecimentos maravilhosos da noite de reveillon.
Sim, a história recomeçara do exato jeito que eu havia pressentido e homologado, salvo as invasões em sonhos e ilusões ópticas breves e repentinas da parte dele.
Saí da calma rígido e ignorando o frio. Pés descalços na cerâmica surpreendentemente gelada trouxe um arrepio ao resto do meu corpo. Tremi levemente.
E ao meu lado, dormindo pesadamente – assim pensava -, jazia divinamente o corpo esguio de Bruno. Entrei em choque. E num turbilhão convulsivo levei a mão à boca. Não.
Não, Hugo.
Não foi um sonho. Imediatamente as imagens, não mais do sonho, e sim de ontem à noite, começaram a emergir efusivamente à minha mente: meu corpo sob a cadeira e os braços dele em meu joelho, em tímida, silenciosa e prostrada posição encantadora que me fez suspirar ao recordar; Bruno apoiado sob seus joelhos me abraçando; “You make me feel so good” em sussurro provocando em mim flutuação e até mesmo a reação natural dele ao sermos flagrados por outrem; a cumplicidade numa argumentação só um pouco falaciosa; Fredric Jameson em paráfrase cheia de paixão e em meio a isso um beijo: explosão. O corpo dele se movimenta na cama e só então percebo outros que ali também dormem. Bruno estava ali em meio a todos aqueles outros corpos também jovens, mas não admiráveis como o dele. Vi sua mão esguia cobrindo o próprio rosto, como se estivesse impedindo a luz de horas atrás bater nos seus olhos. Mais imagens em flashback, e talvez a mais intensa de todas: em meio a lágrimas e a um abraço “I love you, Hugo“. Intenso, arrebatador, de uma beleza estonteante, porém triste. Pareceu que Bruno confessava o sentimento e não o declarava a plenos pulmões. E então eu enxerguei a verdade: Bruno é ainda um menino sob muitos aspectos. Um menino que eu tive chorando em meu colo para meu profundo desespero silencioso. As lágrimas dele ardiam em mim. Bruno é um menino que eu quero que seja meu, um menino que é forte em decisões, em atitudes, em pensamentos, mas um menino que está descobrindo o misterioso. E segurando sua mão eu farei dessa história a mais pródiga de todos os roteiros já inventados.
We could be heroes, and that’s a fact.
You think you know, but you have NO IDEA!
You think you know, but you have NO IDEA!
Fucking son of a bitch!
Aaaaaaaai, que raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Alguém mata ele pra mim, por favor.
